O termo "responsabilidade social" parece caber em todas as ações que denotem generosidade. No entanto, o desafio para as organizações é ir além disso. Estar no mercado obriga as empresas públicas e privadas a investirem na qualificação de seus funcionários ao mesmo tempo em que têm de ser parte da comunidade onde atuam, inserindo conceitos e defendendo idéias.
Destas ações, vêm as responsabilidades e também o sucesso das organizações. Os desafios e responsabilidades que assumimos nos levaram a investir em ciência, viabilizando e organizando estudos médicos. Diretamente, estamos investindo em pessoas e atuando em áreas que são pertinentes ao nosso segmento de negócios.
Um desses estudos é uma iniciativa inédita no mundo, que desafia a ciência na busca por uma solução definitiva para a correção da Doença de Peyronie, causadora de uma curvatura peniana em 9% dos homens. Neste projeto, conseguimos reunir médicos de 12 centros especializados brasileiros trabalhando sob um mesmo protocolo de procedimentos. Eles utilizam um biomaterial desenvolvido há quase uma década por cientistas norte-americanos. Até agora, 30 cirurgias com sucesso já foram realizadas e esperamos concluir o trabalho em 2008, com 63 cirurgias realizadas.
Um outro estudo, desenvolvido na Unifesp-Universidade Federal do Estado de São Paulo, utiliza o mesmo biomaterial para a correção de prolapsos (queda de órgãos da cavidade pélvica ou invasão de órgãos para a vagina), cuja conseqüência principal é a alteração da função vaginal, que compromete a atividade sexual e provoca incontinência urinaria.
Além da possibilidade de definir novos parâmetros para o tratamento de enfermidades que afetam a auto-estima e a vida sexual de homens e mulheres, os investimentos contemplam a troca de experiências entre médicos brasileiros e de todo o mundo. Como distribuidores de produtos na área de urologia e saúde da mulher, entendemos que nossas ações em responsabilidade social devam trazer benefícios também nessas áreas.
Acreditamos que, desta forma, estamos contribuindo não apenas para a qualidade de vida de pacientes, mas também com a medicina. Os resultados para nossa empresa são o reconhecimento dos estudos por parte da academia. Num mundo em que os escândalos estão frequentemente estampados em qualquer noticiário, o diferencial para uma organização é efetivamente investir com ética em ações legítimas e o prazer, ao final de tudo isso, é ver que antigos valores e virtudes podem, sim, ultrapassar os limites do discurso para a prática.
* Marcelo Solon é diretor executivo da Handle Cook, de Ribeirão Preto