25/05/2009
Semana Nacional da Cefaléia
Dores de cabeça afetam 15% dos brasileiros
Sociedade Brasileira de Cefaléia faz alerta para melhorar qualidade de vida  

A dor de cabeça se tornou constante na vida dos brasileiros, mas é um problema que pode ser tratado para não se tornar crônico. A enxaqueca e a dor tipo tensional são os tipos de cefaléia mais comuns na população. A prevalência de enxaqueca ocorre em 15,2% da população brasileira aponta o neurologista Marcelo Ciciarelli, diretor da Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBC) e membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

As mulheres são as mais afetadas pela dor de cabeça, principalmente as que não praticam atividades físicas regularmente e tem alto nível educacional.  Mas as crianças também não estão livres dessas dores. Aos seis anos de idade, 39% delas já sentem dor de cabeça, e aos 15 anos aumenta para 70% o índice. Ao total, 93% da população mundial sentem ou já sentiu dor de cabeça.

Um estudo feito pela médica Roberta Padilha, membro da SBC, aponta também que a cefaléia do tipo tensional é a dor que mais afeta os estudantes universitários. A pesquisa coletou dados de 417 estudantes. A partir das informações, registrou-se que cerca de um quinto (18,9%) sentem dores de cabeça.

Existem cerca de 300 tipos de dores de cabeça e a maioria exige um tempo de tratamento longo para uma cura ou amenização. Há mais de 200 causas que levam às dores de cabeça e se essas causas não forem tratadas devidamente pode tornar a dor crônica. Dentre as crianças que sofrem de dores crônicas na cabeça, 94% possuem enxaqueca, que é um tipo de dor hereditária e benigna.

Alguns fatores agravam a cefaléia, como a automedicação que pode aumentar a freqüência das dores, dificultar o diagnóstico de outras doenças e até gerar dependência do uso de analgésicos. Segundo Ciciarelli, o uso de analgésicos pode ser feito contanto que não haja abuso e somente sob orientação médica, no máximo duas vezes por semana.  

As pessoas começam a se adaptar as dores e não dão a importância necessária que se deve. A dor não deve ser considerada normal e corriqueira, ela pode ser causada por outras doenças que são camufladas por falta de acompanhamento médico. Por isso, a SBC e a ABN tem a preocupação de divulgar conhecimentos a respeito das cefaléias, atender e conscientizar a população, além de insistir na importância de se procurar um médico para obter orientação e cuidados precisos.
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